Estudos, treinos e conquistas: a vida em três sets

Entrevista com o aluno Mateus

Sarah Guimarães de Freitas

Para começar, gostaríamos que você se apresentasse brevemente e também falasse sobre a atividade que pratica.

Meu nome é Mateus Borges Ferreira, tenho 16 anos, estudo no Colégio Villanueva e jogo vôlei representando a cidade de Rolândia.

Se você tivesse que descrever o que sente ao fazer essa atividade em apenas uma palavra, qual seria e por quê?

Bom, na minha mente vem várias palavras, mas a que mais representa o esporte é cansaço, porque, apesar de tudo que é positivo, é bem cansativo. Os treinos são bem pegados, sempre tentando melhorar. E nessa busca pela melhora, vem o cansaço também

Como essa atividade entrou na sua vida? Foi algo que veio da infância ou surgiu por acaso na vida adulta?

Na verdade, surgiu por acaso aqui na escola mesmo. Um amigo meu me chamou pra jogar na escola mesmo e foi aí que eu comecei a jogar.

Qual é a memória mais forte que você tem dos seus primeiros dias desenvolvendo esse talento?

Uma memória forte acho que é de quando eu tomava muito ataque forte na cara por ainda não saber defender ainda. É uma memória que fica: as vitórias e medalhas, porque quando eu vejo a medalha guardada eu me lembro do jogo e de alguns pontos específicos. E isso é muito gratificante: lembrar de cada conquista e ver minha evolução no esporte.

Nesse começo, teve alguém especial que te incentivou ou alguém que não botou muita fé? Como você lidou com isso?

Bom, quem me incentivou bastante foram meus pais. Eles me ajudaram muito; e acho que não teve ninguém que desacreditou de mim, que eu saiba.

Tem alguma história engraçada ou um momento marcante que aconteceu por causa dessa atividade que você possa compartilhar com a gente?

Um momento marcante que eu lembro até hoje foi numa partida, quando o bloqueio não subiu, aí tomei uma bolada no peito. E outra coisa foi quando uma caixa no alojamento explodiu (alguém aí botou fogo).

Com que frequência você consegue se dedicar a isso? Como você equilibra a prática com a rotina de estudos e o dia a dia?

Eu pratico isso de três a quatro vezes por semana, duas horas por dia. Acho que não tem muito jeito de separar, né? De manhã estudo e de tarde é treino. E com isso, nos intervalos, eu fico com a família e descansando também.

O que o motiva a manter essa rotina alternada? O que faz você não desistir mesmo nos dias mais cansativos?

Eu acho que é a vontade de jogar mesmo, porque a sensação de estar na quadra jogando, apesar de ter a parte do nervosismo, todo mundo te olhando, é muito bom estar lá com os amigos, jogando e me divertindo.

O que você sente, no corpo e na mente, quando está totalmente imerso na atividade?

Primeiramente, eu sinto alegria, porque eu estou focado e começo a acertar muito. Isso é algo bom, é que nem eu disse: é a parte da diversão, gosto muito, e isso me diverte.

Você acha que essa atividade artística reflete traços da sua personalidade?

Eu acho que sim. Eu aprendi bastante coisa jogando vôlei, ter responsabilidade, entre outras coisas. E eu acho que isso refletiu muito na minha personalidade hoje em dia.

Que conselho ou incentivo você daria para quem quer começar uma atividade como essa, mas ainda não teve coragem?

Ter coragem e se divertir, porque esse o principal ponto de qualquer esporte que você for praticar, ainda mais o vôlei.


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