Entrevista com a Prof.ª Agatha
Ágatha Rafaela Martins e Heloiza Vitória Amaral Freitas
.
Para começar, gostaríamos que você se apresentasse brevemente para quem não a conhece além da sala de aula.
Acho que sou uma pessoa quieta e extrovertida. Ao mesmo tempo, sou tímida mas também converso bastante. Sou apaixonada por inventar coisas manuais para fazer (já pintei, bordei, montei cadernos, fiz caixas, entre outras coisas), gosto de ler, jogar cartas, jogar videogame, assistir séries, cozinhar e treinar. Também gosto de passar tempo com a família e descobrir lugares novos.

.
Sabemos que você faz bordado. Se você tivesse que descrever o que sente ao fazer essa atividade em apenas uma palavra, qual seria e por quê?
Tranquilidade. Sinto que é o momento em que consigo me desligar do mundo e respirar mais tranquila. Posso colocar música ou deixar algum episódio rodando enquanto estou bordando, é um momento meu!
.
Como essa atividade entrou na sua vida? Foi algo que veio da infância ou surgiu por acaso na vida adulta?
Desde criança eu gostava de inventar coisas para fazer. Minha avó é costureira, então, sempre tive interesse em artes manuais. Porém, o bordado em si veio em abril do ano passado. Meu sogro faleceu final do mês e, então, comecei a bordar. Acho que foi uma válvula de escape no começo e depois fui vendo os resultados e me apaixonando mais.
.
Qual é a memória mais forte que você tem dos seus primeiros dias desenvolvendo esse talento?
A satisfação de ver o desenho feito na linha, era (e ainda é) uma sensação muito gostosa do “eu que fiz”.
.
Nesse começo, teve alguém especial que te incentivou ou alguém que não botou muita fé? Como você lidou com isso?
Sou muito sortuda por todos a minha volta sempre apoiarem minha ideias e me incentivarem a continuar. No caso do bordado, lembro que meu namorado me ajudou a comprar as coisas que precisava para começar. Além dele, quando fui contando para a família, todos também acharam superlegal e bonito e às vezes fazem encomendas para dar de presente.
.

Clique na imagem para ver o vídeo.
.
Tem alguma história engraçada ou um momento marcante que aconteceu por causa dessa atividade que você possa compartilhar com a gente?
Eu estava tão animada que resolvi dar bordado de presente pra todo mundo, consequentemente, acabei atrasando alguns presentes de aniversário. (risos)
.
Com que frequência você consegue se dedicar a isso? Como você equilibra a prática com a rotina de aulas, correções e o dia a dia?
Este ano está um pouco mais fácil conciliar tudo, consigo ter um pouco mais de tempo livre para bordar ou fazer minhas artes por estar com menos aulas e ter terminado a faculdade. Já, quanto ao ano passado, nem eu sei como fiz tudo e ainda fiz tantos bordados. Eu levava pra faculdade pra bordar em alguma aula vaga ou na van, em intervalos entre turnos também pegava um pouco para bordar e assim foi indo.
.
O que a motiva a manter essa rotina alternada? O que faz você não desistir mesmo nos dias mais cansativos?
Acho que o bem que eu percebo é que bordar (ou criar coisas no geral) me faz ver os resultados. Esses resultados são a melhor parte, é muito gostoso deixar a minha marca por onde eu passo!
.
Você sente que essa atividade ajuda a ser uma professora diferente? Ela reflete de alguma forma na sua maneira de dar aula?
Acho que, se tiver algum ponto em que eu poderia relacionar isso com as aulas, seria em me ajudar a desacelerar. Geralmente, a sala de aula traz bastante energia e, às vezes, até “bagunça” um pouco minha cabeça. (risos)
.
Para você, essa atividade funciona como uma “válvula de escape” para se desligar das preocupações diárias?
Com certeza! Tanto o bordado como as outras coisas que vão surgindo relacionadas a esse lado mais artístico.
.
O que você sente, no corpo e na mente, quando está totalmente imersa na atividade?
Relaxamento, calmaria.
.

Clique na imagem para ver o vídeo.
.
Você acha que essa atividade artística reflete traços da sua personalidade? Ela ajuda a aprender coisas novas que você não aprenderia no trabalho?
Sim! Gosto de saber que deixei uma marca minha onde eu passei, que alguém acha meu trabalho bonito ou que olha pra algo que eu fiz e valoriza esse empenho. E também aprendo coisas que eu nunca veria em uma sala de aula!
.
Você acredita que todo mundo nasce com um dom, ou isso é algo que a gente constrói? Como as pessoas podem se descobrir nesse sentido?
Na minha opinião, os dois. Tem pessoas que têm uma facilidade maior para fazer o que gostam e outras que têm que dedicar um pouco mais de tempo e disposição para aperfeiçoar esses talentos. Acredito que ter paciência é a chave para desenvolver qualquer hobby. Se quer melhorar no bordado ou em desenhar, vai ter que ir atrás de aprender e tentar até dar certo. Se quer jogar algum jogo melhor, precisa treinar. Se quer fazer uma receita nova, vai precisar fazer testes etc.
.
Que conselho ou incentivo você daria para quem quer começar uma atividade como essa, mas ainda não teve coragem?
Bordar não é tão difícil assim. Tendo paciência e se dedicando, qualquer um consegue. Fora que hoje em dia conseguimos aprender praticamente tudo pela internet, existem inúmeros vídeos ensinando muitas coisas, cada um só tem que descobrir o que lhe faz bem e investir tempo nisso!
Deixe um comentário