Marco Aurélio, imperador romano que viveu entre os anos 121 e 180, afirmou que “a felicidade de sua vida depende da qualidade de seus pensamentos”. Hoje, cerca de mil e oitocentos anos depois, essa reflexão continua extremamente atual e pertinente para pessoas de diferentes idades e realidades.
Ser feliz é um desejo universal, embora a felicidade assuma formas distintas para cada indivíduo. Ainda que seja uma busca constante, ela pode tornar-se mais concreta quando cultivamos pensamentos capazes de valorizar o que há de positivo em nossa trajetória. Assim, percebe-se que Marco Aurélio já compreendia, há muitos séculos, algo que continua relevante nos dias de hoje: a maneira como pensamos influencia diretamente a forma como vivemos e enxergamos a própria felicidade.
Em um ambiente escolar, acreditamos que a qualidade dos pensamentos está diretamente relacionada ao conhecimento que construímos ao longo da vida. Afinal, compreender o mundo, a nós mesmos e as pessoas ao nosso redor é um caminho importante para viver de forma mais consciente.
Por esse motivo, nesta edição, tratamos de qualidade de vida e saúde mental, buscando compreender a conexão entre uma boa saúde mental e uma vida com qualidade. E questionamos: o que se sabe sobre esses temas? O que são qualidade de vida e saúde mental? Em tempos em que tanto se fala sobre ansiedade e depressão, ainda há muito a compreender sobre nós mesmos e sobre a importância do respeito às próprias necessidades para uma vida equilibrada.
Seguindo essa reflexão, abordamos também a importância da brincadeira na infância e na adolescência. Não à toa, Piaget, renomado biólogo e psicólogo, defendia que o ato de brincar estava relacionado ao desenvolvimento cognitivo da criança. Além dele, Vygotsky, outro importante psicólogo da educação, também considerava a brincadeira fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem e das interações sociais.
A escolha de tratar da brincadeira se faz importante por lidarmos com a infância e a adolescência em nosso cotidiano. Brincar é muito mais do que passar o tempo de forma livre de responsabilidades. Nós, professores, vemos isso: brincar é se desenvolver; brincar com qualidade é se desenvolver com qualidade.
Além disso, como somos adultos, temos de cultivar a qualidade de vida por outras vias: uma delas é desligar-se temporariamente das responsabilidades, da rotina e do trabalho. É nesse contexto que ganham espaço as atividades lúdicas, capazes de proporcionar prazer, relaxamento e novas formas de vivenciar o cotidiano. O lazer vai além do simples descanso ou da interrupção das atividades de trabalho. E suas contribuições são profundas demais para que seja deixado de lado.
Finalmente, entendemos que a busca do lazer envolve o autoconhecimento, inclusive em relação às nossas aptidões, que podem ser cultivadas nesses momentos: dançar, tocar um instrumento, cantar, pintar, desenhar etc. Sejam elas um dom ou um talento, devem ser desenvolvidas e podem contribuir para nossa qualidade de vida.
Convidamos você a ler os textos produzidos por nossos alunos sobre esses temas e a refletir conosco sobre a importância da qualidade de vida em suas diferentes dimensões. Em nossa próxima edição, profissionais de nossa escola convidados por nossa equipe compartilharão os dons e talentos que cultivam em busca de bem-estar e realização pessoal.

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