Sofia Vitória Lopes
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Brincar: uma atividade que usa muito a imaginação, que pode começar a qualquer momento e na qual cada criança ou adolescente cria sua maneira de praticar. Muito se pode falar das brincadeiras, principalmente que elas têm um papel fundamental na infância e até ao tornar-se adulto.

Imagem criada por IA.
Por meio do ato de brincar, é possível desenvolver muitas habilidades como motoras, comunicativas, de imaginação, além de habilidades sociais, físicas e cognitivas; e isso passa a ser mais do que uma pausa nas tarefas do cotidiano, mas sim uma forma mais fácil que as crianças encontram de aprender. Torna-se um aprendizado lúdico, em que os responsáveis e outras pessoas próximas da criança poderiam aproveitar para criar vínculo e ensinar. Além de tudo, é importante, pois faz a criança sorrir (e qualquer indivíduo deve poder sorrir e se alegrar).

Imagem: Public Domain Pictures.
Há documentos e leis que mostram e comprovam a importância dessa atividade para crianças e também para adolescentes. A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças prevê, no Artigo 31º:
“1. Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística.
2. Os Estados Partes respeitarão e promoverão o direito da criança de participar plenamente da vida cultural e artística e encorajarão a criação de oportunidades adequadas, em condições de igualdade, para que participem da vida cultural, artística, recreativa e de lazer.”
Também é visto no artigo 7° da Declaração Universal dos Direitos da Criança:
“Toda criança terá direito a brincar e a divertir-se, cabendo à sociedade e às autoridades públicas garantir a ela o exercício pleno desse direito”.
Pois a infância é o início da vida e não vem com um manual. Dessa forma, irão se tornar adultos, passando pela fase e pelo processo de entender o certo e o errado, o ganhar e o perder, os sentimentos e o afeto, o resolver problemas e as frustrações. É a brincadeira que vem para amenizar tudo isso e trazer o primeiro contato com o mundo de forma leve, como deveria ser para quem acabou de chegar e não precisa acabar se traumatizando.

Imagem: Pexels – Pavel Danilyuk.
Alguns de seus benefícios (ressaltando que cada atividade trabalha com uma especificidade) são:
- ajudar no combate ao sedentarismo e à obesidade;
- desenvolver a motricidade, o autoconhecimento corporal, a atenção, o autocontrole, a criatividade;
- ensinar resiliência;
- compartilhar respeito, cooperação, liderança, superação, raciocínio, trabalho em equipe e obediência.
Tanto crianças como adolescentes deveriam ter o costume de brincar, pois é uma forma de se expressar e é uma maneira tranquila e favorável de demonstrar os sentimentos, pois nela refletem o que viveram e o que os deixam felizes. Ademais, também existem instrumentos como o brinquedo, que passa a integrar a linguagem de meninos e meninas.

Imagem criada por IA.
Momentos de brincar ou de lazer, tanto quando se é criança como quando se torna adulto, não significam ser preguiçoso ou estar fazendo nada; pois é também poder aprender de outras formas ou descarregar um pouco para se revigorar, se sentir bem, dar risadas.
Neurocientistas e pediatras já dizem que brincar é fundamental para crianças pequenas e crescidas também, porém, hoje em dia, principalmente com a tecnologia, elas vão para escola (onde passam metade de seu dia), chegam em casa com mais tarefas e são pressionadas a estudar, quando não têm atividades extracurriculares ou passam tempo com recursos tecnológicos – o que faz passar a infância (que deveria ser tempo de brincadeiras) com quase nenhum tempo de brincar.

Imagem criada por IA.
Dessa forma, é possível perceber que, se uma criança não tem a oportunidade de participar de atividades lúdicas e de lazer, não irá se divertir como as outras e terá maior probabilidade de passar por dificuldades na vida adulta e ter problemas em seu desenvolvimento; sendo que a brincadeira ajudaria, pois é ela quem proporciona apoio e é fundamental para o crescer. Afinal, “É no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral; e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu” (Winnicott).
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