Letícia Corsini e Sofia Vitória Lopes
Em nosso colégio, muitos profissionais atuam todos os dias para que tudo funcione de forma adequada e, mais do que isso, excelente. São professores, pedagogas, direção e funcionários que dedicam sua profissão para muitas vidas. É difícil imaginar quantos alunos já se formaram nesses 50 anos, mas é fácil compreender que o Villanueva tem uma história que se mistura à história de uma infinidade de vidas. E para mostrar um pouco de nosso colégio, entrevistamos a Pedagoga Rosimeire Ferraz Casotti Ferrin, que atua com excelência e muita dedicação na educação de muitos alunos de hoje.
.

Pedagoga Rosimeire.
Gostaríamos que você se apresentasse e falasse um pouco sobre sua formação e sua vida.
Meu nome é Rosimeire Ferraz Casotti Ferrin. Minha formação acadêmica é graduação em Pedagogia e pós-graduação em Psicopedagogia, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Possuo também especializações em Educação Especial e em Supervisão e Orientação Educacional, além de ter participado e concluído o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional).
Qual foi a primeira coisa que você pensou quando começou aqui no colégio?
Pensei que estava iniciando um novo ciclo profissional e que estava concretizando um dos objetivos do meu projeto de vida, traçado desde que ingressei na graduação em Pedagogia. Também refleti que nunca estamos completamente prontos; precisamos estar em constante estudo, uma vez que as pesquisas na área da educação estão sempre em evolução.
Como você se sentiu durante esses anos, fazendo parte da Equipe Pedagógica do Colégio Villanueva?
Sinto-me pertencente. Sempre alinhamos nosso trabalho, valorizando as potencialidades de cada membro, com foco na organização pedagógica. Somos uma engrenagem que trabalha em equipe para atender alunos, pais/responsáveis, professores e a comunidade, e é o trabalho conjunto que nos permite alcançar resultados.
Qual é a história que você viveu dentro do Villa e que poderia ser contada em um livro de memórias?
Durante a pandemia de COVID-19, vivemos a necessidade de nos reinventar, trabalhando de casa e fazendo uso intensivo de ferramentas tecnológicas. O mais marcante foi nosso empenho em não deixar nenhum aluno para trás: chegamos a ir até a residência de estudantes e contamos com a ajuda dos empregadores dos alunos para garantir que ninguém se desmotivasse dos estudos.
Qual foi a experiência, durante seu tempo aqui, que mais marcou?
São muitas, mas uma que me marcou profundamente foi encontrar um ex-aluno que me agradeceu por não ter desistido dele. Ele relatou que queria abandonar os estudos, mas a minha insistência e apoio foram cruciais para que ele não desmotivasse e concluísse o Ensino Médio.
Que momento do Villa você gostaria de congelar numa fotografia eterna?
Gostaria de congelar o momento da formatura do Ensino Médio e Fundamental, vendo a alegria e o senso de realização nos olhos dos alunos e de seus familiares.
Imagine que você encontra seu “eu pedagogo” do passado nos corredores do Villa, o que você diria a ela?
Eu diria para ela continuar estudando e se capacitando, pois passaríamos por desafios em que cada dia seria único. E, principalmente, que ela deve viver o presente intensamente.
Você deve ter passado pela vida de muitos alunos que hoje estão marcados por palavras que você disse e pela ajuda que receberam de você: como lidar com diferentes alunos, sabendo que você é inspiração, porto seguro e que faz parte da vida deles?
Lidar com essa responsabilidade exige ter um olhar empático e acolhedor. Busco sempre ouvir com atenção, oferecer orientação de forma clara e demonstrar que a escola é um espaço seguro, onde eles podem ser eles mesmos. Acredito que a inspiração vem do exemplo e do carinho genuíno que dedicamos a cada um.
Como foi viver a transformação do ensino nas últimas décadas?
As transformações foram intensas. Tivemos que mudar nossa dinâmica e nos adequar rapidamente às inovações tecnológicas e às necessidades das novas gerações. No geral, as mudanças foram satisfatórias, pois nos permitiram desenvolver e aprimorar nosso trabalho.
O que você acha que mais evoluiu durante esses anos? E como foi fazer parte disso?
Evoluímos em muitos aspectos, especialmente com as inovações e ferramentas tecnológicas e a pesquisa educacional. Contudo, o que mais evoluiu foi a compreensão de que cada estudante é único, e essa visão nos permite entender que cada um aprende em seu próprio tempo, considerando os aspectos cognitivo, emocional e socioeconômico.
Do que mais você sente saudade em relação à forma de ensinar?
Entendo que evoluímos de acordo com as mudanças da sociedade e que os processos históricos influenciam o ensino. Acredito que o que sentimos falta é a forma de interação social mais próxima que a tecnologia, em alguns momentos, tende a diminuir.
Qual lição você aprendeu no Villa que não está em nenhum livro didático?
Aprendi a lição da importância de ter um olhar de acolhimento. Algumas situações não estão explícitas e, em muitos momentos, precisamos estar atentos às entrelinhas e ao que não é dito.
O que você aprendeu aqui que gostaria de compartilhar com todos?
Que devemos confiar em Deus. Muitas vezes os obstáculos surgem e precisamos mudar a rota, mas não devemos desanimar, pois a persistência nos ajuda a encontrar as melhores soluções.