Entrevista: Pedagoga Kelly

Letícia Corsini e Heloiza Vitória Amaral Freitas

Entrevistamos a Pedagoga Kelly Cristina de Carvalho Pinho, que atua em nosso colégio, com o intuito de mostrar como cada profissional aqui do Villanueva atua diariamente para a educação e formação de todos os alunos. Por coincidência, nossa entrevistada também foi aluna aqui do Villa e conta um pouco de sua história de vida durante o tempo em que frequentou nosso colégio, quando ainda estava começando a sua própria história.

Pedagoga Kelly.

Gostaríamos que você se apresentasse e falasse um pouco sobre sua formação e sua vida.

Me chamo Kelly Cristina de Carvalho Pinho, tenho 37 anos, sou casada, tenho uma filha de 8 anos, sou pedagoga formada pela Universidade Estadual de Londrina, pós-graduada em especializações de Metodologia da Ação Docente, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Gestão Escolar. Atualmente, sou acadêmica do curso de Direito, estou no 6° semestre, na FACCAR. Atuo como gestora em uma escola municipal e iniciei minha trajetória como pedagoga da rede estadual em julho de 2025.

Qual foi a primeira coisa que você pensou quando começou a atuar aqui no colégio?

Atuar no colégio era um sonho, que se tornou realidade em 24 de julho. Sinto uma grande alegria em estar no Villanueva como profissional. A primeira coisa que pensei é “sonhos se tornam realidade”. Quando fui aluna, em 2005, na instituição, eu disse que um dia voltaria como profissional e isso aconteceu.

Como você se sentiu durante esse tempo, fazendo parte da Equipe Pedagógica do Colégio Villanueva?

Me sinto muito bem acolhida e honrada em fazer parte de uma grande equipe. Aprendo diariamente com as colegas de profissão e estou aberta a fazer o melhor, contribuindo para que o trabalho aconteça de forma satisfatória.

Turma de 8ª série (atual 9º ano).

Qual é a história que você já viveu dentro do Villa e que poderia ser contada em um livro de memórias?

Penso que a história que poderia ser contada é justamente minha conversa com a pedagoga da época, em 2005, quando eu disse que voltaria para a escola como pedagoga; e 20 anos depois essa fala se concretizou. E mais do que isso, pude reencontrar tantos professores que participaram da minha formação, aos quais tenho grande admiração e carinho.

Qual foi a experiência, durante seu tempo aqui, que mais marcou?

Eu vim de uma cidade pequena, morava em Florestópolis, iniciei no colégio na 8° série e permaneci até o ensino médio. Todos esses anos foram essenciais na minha formação, pois oportunizou ampliação de repertório. Não sei citar uma única experiência, vejo que todos os anos contribuíram de forma significativa para minha formação: o contato com professores excelentes, amizades que criei que permanecem até hoje, passeios pedagógicos que me recordo com carinho, enfim, vejo esse tempo como uma grande experiência.

Que momento do Villa você gostaria de congelar numa fotografia eterna?

A minha primeira ida ao shopping e ao cinema foi graças ao Villanueva. Fomos assistir ao filme do “Homem Aranha”. Isso foi incrível.

Imagine que você encontra seu “eu pedagogo” do passado nos corredores do Villa, o que você diria a ela?

Diria que valeu a pena toda dedicação e que sonhos podem se tornar realidade.

Você deve ter passado pela vida de muitos alunos que hoje estão marcados por palavras que você disse e pela ajuda que receberam de você: como é lidar com diferentes alunos, sabendo que você é inspiração, porto seguro e que faz parte da vida deles?

Sinto uma responsabilidade muito grande e ao mesmo tempo nutro essa responsabilidade com o desejo de ser suporte, apoio e ponte para resolução de conflitos e superação de obstáculos. Muitas vezes, não é fácil lidar com tantas situações, que fogem ao que universidade nos ensina, todavia, tais vivências fortalecem o desejo de estudar mais para entender e ajudar àqueles que necessitam. É preciso ter flexibilidade e disposição para ouvir, pois cada aluno tem as suas particularidades, e, assim, diariamente vou aprendendo com eles e semeando minha esperança de uma educação realmente significativa e de qualidade.

Como foi viver a transformação do ensino nas últimas décadas?

Para acompanhar todo esse movimento, foi preciso abertura para receber e entender o novo, resiliência para suportar e superar os desafios e flexibilidade para adaptar as mudanças à nossa realidade. Além disso, estar sempre estudando, lendo e acompanhando de forma reflexiva todos os processos.

O que você acha que mais evoluiu durante esses anos? E como foi fazer parte disso?

São muitas variáveis que são pensadas, modificadas e adaptadas, tais como: aluno como sujeito ativo do processo de ensino-aprendizagem, ou seja, aluno protagonista; metodologias que favorecem esse protagonismo do aluno; mudanças na forma de avaliar, entendendo a avaliação como formativa; inclusão de recursos tecnológicos, plataformas educacionais etc. Fazer parte de tudo isso exige disposição em aprender e refletir sobre cada aspecto e flexibilidade para colocar em prática dentro das possibilidades das instituições.

Do que mais você sente saudade em relação à forma de ensinar?

Quando olho a minha trajetória e de tantos amigos, penso que antes havia mais interesse e valorização dos estudos. Existia mais respeito aos professores e também aos colegas de sala. Se olhava para a educação como uma etapa necessária e importante de formação pessoal e profissional. Assim, o ensinar acontecia de forma mais efetiva, não se perdendo tanto tempo em mediar conflitos e indisciplina.

Colação de Grau – 8ª série.

Qual lição você aprendeu no Villa que não está em nenhum livro didático?

O Villanueva ajudou a preparar o terreno da minha formação pessoal e profissional. Foi neste colégio que tive uma base sólida para poder alçar voos que não imaginava. Foi este colégio que nutriu sonhos e projetou expectativas pessoais, seja por meio dos profissionais que cruzaram a minha vida, dos amigos que criei, da formação acadêmica.

O que você aprendeu aqui que gostaria de compartilhar com todos?

Posso parecer repetitiva, mas foi no Villanueva que aprendi que sonhos podem se tornar realidade. Me sinto orgulhosa em estar e fazer parte dessa grande escola. Estar atuando com professores que fizeram parte da minha formação é muito gratificante. Me sinto honrada em poder realizar este sonho.