Entrevista: Patrícia Carla Morábito

João Vitor Cordeiro Gomes e Marcio Vinicius de Melo de Alvarenga

Com o intuito de celebrarmos as “bodas de ouro” do nosso querido Colégio Villanueva, entrevistamos Patrícia Carla Morábito. Ela conta em sua entrevista um pouco dos momentos felizes e memoráveis que viveu aqui no Villa, na década de 1980; e mostra que este colégio fez e faz parte da história de muita gente que conviveu e convive aqui, caminhando e construindo suas próprias histórias.

Minha nora Thayná, meu fllho Lorran com a sua filhinha Sophie no colo, Jujuba, a cadela mais fofa do mundo, eu (Patrícia), com o Pedro e o Enrico (em seu colo), filho do Lorran, meu marido Juscelino e a Maria Júlia, minha caçula.

Gostaríamos que você se apresentasse.

Meu nome é Patrícia Carla Morábito, sou nascida em Rolândia, mas moro em Salvador (BA) desde 2006, com meu marido e filhos. Fiz Biblioteconomia, mas trabalho como corretora de imóveis e tenho uma loja infantil. Estudei no Colégio Villanueva nos anos 1984 a 1988.

Você se lembra de quais eram suas expectativas quando entrou no Villanueva? Teve algo que foi inesperado?

Eu fui aluna de um colégio menor, que só atendia o antigo primário; meu irmão, um ano mais velho apenas, foi para o Villanueva e eu tive que ir também. Para mim, foi como ir para a universidade, um mundo novo, cheio de novidades. Já me senti adolescente, embora eu tivesse apenas 10 anos. (risos)

Durante o seu tempo no Colégio Villanueva, seja dentro ou fora da sala de aula, qual foi a maior lição que você aprendeu?

Minha maior lição foi descobrir que, na biblioteca, eu podia viajar o mundo todo.

Nos anos escolares, aprendemos muito sobre quem somos, o que queremos ser, como podemos evoluir. O Colégio Villanueva pode auxiliar nessa questão?

Sim. Ali descobri meu caminho na vida, junto aos livros. Tive alguns percalços, adiei meus sonhos de fazer facudade, mas consegui. E esse sentimento começou ali, na biblioteca, com a D. Úrsula… séria, mas atenciosa, onde descobri o que eu realmente sempre amei e amaria: ler, ter informação, curtir meus livros.

As amizades que você fez no Colégio Villanueva tiveram alguma importância para a sua vida?

Sim. Tenho amigos e nos falamos até hoje e há outros que, mesmo afastados, inspiram um carinho eterno. Com alguns professores, eu mantive uma amizade carinhosa, como a D. Rena.

Você ainda mantem contato com algum amigo ou alguma amiga daquela época? Como essa amizade começou?

Sim, como uma cidade pequena que é, algumas dessas amizades aconteceram antes mesmo de estudarmos juntos ou no mesmo colégio.

E se você pudesse voltar no para viver um único momento no colégio, qual seria esse momento e por quê?

Teve um evento (eu não me lembro exatamente qual era a comemoração), mas na época a Xuxa estava no auge e dançamos Ilariê na quadra. (risos) Falando aqui, ainda sinto a alegria e a animação ao ensaiarmos.

Após você ter se formado, como a sua caminhada na vida?

Me formei tarde, mas não desisti de estudar o que eu queria, mas atuando na área; e parti para outros planos imediatos. Tenho três filhos e dois netos e acho que minha caminhada foi boa; intensa, algumas vezes, mas definitivamente boa!

Quando você estava na escola, aprendia muitos conteúdos e muitas lições, mas sabemos que, na realidade, a vida é diferente. Você viveu um choque durante essa transição? O que te surpreendeu em relação a isso?

A vida real é dura, né? Você compreende que deu os primeiros passos e vai continuar aprendendo, mudando e tendo um mundo de coisas para entender.