Letícia Corsini

Imagem: Letícia Corsini, criada por IA.
Nos anos 90, o Brasil parou para assistir duas histórias que marcaram gerações. Entre sucata e areia, ambição e segredos, essas novelas mostraram que, no jogo da vida, só vence quem sabe lidar com reviravoltas – e coragem.
A novela “Rainha da Sucata” foi ao ar no dia 2 de abril a 26 de outubro de 1990, escrita por Silvio de Abreu, com direção geral Jorge Fernando, contando com o elenco principal de Regina Duarte, Glória Menezes, Tony Ramos, Aracy Balabanian, Antônio Fagundes, Claúdia Raia, Daniel Filho, Marisa Orth e Renata Sorrah. A história conta sobre uma menina chamada Maria do Carmo onde mostra sua ascensão, onde ela se enriqueceu com sucata e tenta ser aceita pela elite paulistana. Ao se casar com o falido Edu Figueiroa, enfrenta a inveja e perseguição da madrasta dele, Laurinha, numa trama cheia de conflitos, humor e crítica social.
A novela aborda temas como, ascensão social, machismo, preconceito de classe, ganância, ambição, conflitos familiares, hipocrisia da elite, e impactos da crise econômica no Brasil, principalmente durante o Plano Collor. Aos capítulos decorrentes ao longo do tempo, muitas frases viraram bordões populares na sociedade brasileira, uma delas foi a frase dita por Maria do Carmo (Regina Duarte): ”É por isso que o Brasil não vai pra frente”. Na novela os personagens mais marcantes foram Maria do Carmo (Regina Duarte), uma mulher batalhadora que enriquece com sucata e enfrenta a elite. Ao lado dela, surgem figuras inesquecíveis como o playboy Edu (Tony Ramos), a vilã Laurinha (Glória Menezes), e a divertida Dona Armênia (Aracy Balabanian).
Uma das cenas marcantes e quando Dona Armênia, em seu humor exagerado e sotaque armênio, ameaça demolir o prédio onde Maria do Carmo mora com a seguinte frase: “Vou botar esse prédio no chão!”. A música de abertura conta com a música de Sidney Magal, “Me chama que eu vou”, onde essa música ajudou a popularizar a lambada no Brasil no início dos anos 90, e fez grande participação dessa novela inesquecível, com uma trilha sonora marcante, até hoje lembrada com carinho pelos fãs!

Imagem: Letícia Corsini, criada por IA.
A novela “Mulheres de Areia”, foi exibida no dia 1 de fevereiro a 25 de setembro de 1993, escrita por Ivani Ribeiro e o diretor foi Walter Avancini, com o elenco de Glória Pires, Paulo Betti, Nathália Timberg, José Wilker, Júlia Lemmertz e Francisco Cuoco. A história sobre a novela, Mulheres de Areia narra a história das gêmeas Ruth e Raquel, vividas por Glória Pires. Com personalidades opostas – uma doce, a outra ambiciosa –, elas disputam o amor de Marcos em uma trama repleta de drama, romance e reviravoltas.
Dessa forma, aborda temas opostos como dualidade e identidade, amor e traição, família e segredo, ambição e poder, vingança e justiça. Há ao longo da novela frases marcantes, onde uma dessas e quando Raquel, exaltando sua personalidade forte e determinada diz a frase “Eu sou a verdadeira mulher de areia!”, junto disso a cena que mais marca a novela e o confronto tenso entre as gêmeas Ruth e Raquel, mostrando o embate entre a bondade e a maldade que define a trama.
A música de abertura era a canção de “Mar de Areia”, interpretada por Fafá de Belém, essa novela foi quase uma pioneira a usar efeitos especiais para cenas em que as gêmeas apareciam juntas, muitas cenas da novela foram feitas em Ponta Negra, em Natal (RN), é uma novela até hoje conhecida como grande clássico da teledramaturgia brasileira, principalmente pelo suspense e pela trama envolvente.